terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Jullye. Part, 1


Nossa, a que ponto chegamos? E se eu vos dissesse que não estou brincando? E se você pudesse voar para fugir de seus problemas? E se ficar invisível para você fosse um dilema? Existem muitos mistérios, alguns não são levados a sério... A história que agora irei contar. É sobre Jullye, uma garota, que não sabia viver, sem simplesmente sonhar. Prestem a tenção, e abra seu coração, caso não, vai se enrolar!
[Londres, 2016]
Ouço o som dos cavalos. Preciso ir mais rápido. Há uma floresta diante de mim, iniciada em um arco de flores, ao lado dela está um senhor sentado. Paro para descansar...
- Para onde deseja ir minha jovem?
- Os guardas estão atrás de mim, só preciso fugir. Onde termina está floresta?
- Você não vai querer entrar aí... é um lugar perigoso, cheio de criaturas fantásticas. E muito perigosas...
- Haha, deixe de blefe seu velho barbudo. Responda-me seriamente.
- Entre... e verá. Mas devo lhe dizer... não existe saída.
- Tenha um bom dia.
Vejo os guardas se aproximando, mas algo estranho acontece... eles param. Talvez com medo do lugar. Que povo medroso. Sigo em frente. Mas algo mais estranho ainda acontece... quando passo pelo arco que mais parece um portão sou jogada à uns 2 metros de distância, o que me impressionei muito por estar viva. Caio de bruços e vejo um par de botas à minha frente.
- Precisa de ajuda... senhorita?
- Não encoste em mim. – Digo levantando-me. Procuro o arco, mas só vejo uma grande rocha cheia de vegetação. – Droga! Onde está?
- Perdeu algo?
- Onde eu estou? Espera, que lugar é esse?
- Seja bem-vinda à floresta encantada. – Ele diz fazendo-me uma reverência.
- Haha, falo sério.
- Eu também. Por que você usa calças como um homem?
- Correr usando vestidos é mais difícil.
- Por que estaria correndo?
- Roubei algo...
- És um ladrão?
- Não. Ladrão não. Sobrevivente.
- Venha comigo. Posso cuidar de você...
- Claro que não. Não sou tola. Vá, eu me viro.
- Claro... você é uma mulher muito esperta. Fique, e amanhã venho recolher seu corpo para lançá-lo mar.
Será que ele está falando sério?
- Espere. Eu vou com você.
Ele ri. Eu não o conhecia por que deveria confiar nele? Ele é alto, cabelo liso e escuro. Olhos azuis, bem azuis, e tem um sorriso de arrepiar a espinha, mas também, de acelerar um coração, creio eu que em todos os sentidos.
[Floresta Encantada]
- Para onde vamos?
- Para o meu barco. Senhor Smith, deve estar nos esperando.
- Para onde vamos? ...
- Vamos para minha casa...
- Casa?
- Sim. Diga-me senhorita... neste mundo... quem é você?
- Como assim?
- Uma bruxa... uma princesa?
- Com certeza nada disso. Não consigo acreditar no que está acontecendo. Quem é você?
- Eu sou o Capitão Gancho.
- Gancho? Como nos livros infantis de Peter Pan?
- Não mencione o nome dele! – Ele me aponta o gancho.
- Isso é de verdade?
- Você não iria querer testar, não é?
- Não. Eu acredito em você.
- Por que você está me ajudando?
- Por que você não é daqui. Você morreria facilmente.
- Como você sabe?
- Já fui no seu mundo. De que lugar de lá você é?
- Londres. Sou de Londres. Como eu volto para lá?
- Não tem como voltar.
Paramos diante de um penhasco litorâneo. De lá vejo o mar.
- Não era aqui que era para o seu barco está?
- E ele está.
- Eu acho que você não está conseguindo ver direito. Não há nada ali.
- Veja novamente. Este é meu navio. Jollie Rogers.
De repente, diante de meus olhos surge um grande navio pirata.
- Não! Eu devo estar louca. Isso é um sonho ou eu estou louca.
- Digo-lhe que é bem real. Agora, vai vir comigo ou não?
- Estou atrás de você.
[ Jollie Rogers ]
Já devo estar a meia hora nesse navio que balança muito por sinal. E há algo em mim que ainda se nega a acreditar.
- Se você parar de pensar tanto pode ajudar. – diz o pirata tirando-me de meus devaneios.
- Como?
- Você é uma daquelas mulheres que pensam demais.
- Já conheceu alguma?
- Sim... já faz um tempo... o tempo é diferente aqui...
- Posso imaginar...
- Posso saber seu nome?
- Jullye. Jullye Davies.
- O que estava roubando?
- Não é roubo se não for de quem você pegou. Eu só estava devolvendo algo.
- Sei... então... o que achou desse lugar?
- É como estar em um livro... meu pai costumava falar para mim de um lugar assim. Onde os sonhos podem se tornar reais.
- Diga-me Jullye... você tem um sonho?
- Quem não tem um?
- E acha que pode realiza-lo aqui?
- Talvez sim... talvez não. Sou do tipo de mulher que vive o “tanto faz”. Se for será...
- De fato... você não é como as que já vi por aqui...



Continua...






Olhos que calam... Part, 1



} 10 - 11- 2014 {
“Se quiser algo na vida, trabalhe”, essas foram as últimas palavras que meu pai me disse antes de ir embora e deixar tudo para trás, sua mulher, seus filhos sua casa e sua vida para ficar com uma jovem mulher do sul da Califórnia. Normalmente, eu sentiria ódio dele, mas ele foi um bom homem e graças a muitos de seus conselhos continuei sendo uma pessoa firme e forte. Minha mãe, depois de dois anos solteira, resolveu casar-se. Eu e meu irmão... bem, recebemos o convite de morar com nosso tio Edward em Londres. Depois de muitas lágrimas de minha mãe, finalmente nos mudamos. Meu tio é dono do “drink Londres”, um bar que irá nos empregar até conseguirmos algo melhor.
- - Emy, solta esse caderno idiota e vamos logo.
- Não é um caderno idiota. É o meu diário.
- - Precisamos chegar ao hotel antes do jantar vamos.
º Este é Philippe, meu irmão. Meu pai era inglês, minha mãe italiana e fomos parar na cidade de Luisiana nos Estados Unidos, bem, o motivo, não sei qual foi. Eles diziam que queriam um lugar calmo para os filhos...
- - Meus sobrinhos queridos, venham cá me deem um abraço.
- - Calma aí senhor Cooper. – Phillippe disse.
º Apesar de ser um homem rico e de negócios ele é bem amistoso e carinhoso. Éramos os Cooper, nome herdado de meu pai, inclusive, esse meu tio é o irmão de meu pai, Edward Cooper.
- - Notícias do papai Tio Ed?
- - Esperava que vocês me dessem notícias meu sobrinho.
- Já faz uns dias que ele não chama no Skype. O que vamos fazer?
- - Vou mostrar a vocês o novo local de trabalho dos dois. Vão servir as mesas e cuidar da faxina.
- Como?
- - Isso mesmo Emilly. Pensa que seu tio já começou com um bar? Tive que limpar muito chão para isso. Vamos logo.
º. Chegamos lá e confesso que me admirei com o local. É grande e bem espaçoso, é, ninguém vai me notar nesse lugar.
- - Este é Sebastian. Meu sócio. Esses são meus sobrinhos, Emilly e Phillippe.
- Prazer senhor.
- Edward, já disse para não trazer crianças aqui. Você sabe do meu gosto peculiar para drinks.  - Sebastian estava bem mal-humorado desde o momento que recebera a notícia de que os sobrinhos de seu sócio iriam trabalhar para ele agora. - Bom, vou dispensar a apresentação de seus nomes. Não preciso saber o nome de reles faxineiros, são tão importantes quanto um grão de poeira sobre a mesa do bar. Ninguém liga. - Sebastian caminhou até Edward e o levou até a sala da gerência. - O preço para minha proteção ficara mais caro.
- - Pode deixar Sebastian. Manterem meus sobrinhos bem longe da pista de dança e das áreas privadas.
E.... tenta pegar leve com eles tá... é difícil... mas tenta. Por nossos anos de amizade.
- Você não entendeu direito. Agora que você tem humanos aqui conosco é melhor você me pagar bem para que eu não lhes quebre o pescoço e tome todo o sangue... Você sabe que sou muito capaz disso.
- - Pois muito bem. Terá o que é seu. Agora, com licença, não posso perder tempo com você hoje. Preciso colocá-los no lugar deles. E se não andar na linha, quem vai fazer alguma coisa aqui, esse alguém sou eu. E você sabe o que eu posso fazer com você não é mesmo? Meu amigo?
- Não ouse me desafiar. Sabe que posso lhe matar em uma piscada de olhos. - Em um nano segundo Sebastian estava atrás de Edward com as mãos em seu pescoço. - Um só movimento e já era. Não me subestime, Edward. Se bem me lembro, eu ainda sou o vilão dessa história.
- - Hahaha, "vilão", você sempre gostou dessa palavra, não é? Agora, com licença. - Sebastian sai da sala e vai até seus sobrinhos. - Okay, existem algumas regras que vocês devem seguir tudo bem?
- Tio, quem é aquele arrogante?
- - Aquele é meu sócio. Tenho a necessidade de aguentar certas coisas dele para o bem dos negócios.
- Isso não está certo.
- - Emilly, entenda, certas coisas devem ser feitas para o bem de outros. E olhe bem, comporte-se, sua mãe me disse que estava a dar trabalho em Luisiana.
- - Essa aí kk, antes de virmos para cá estava prestes a ficar alguns meses de castigo.
- Phillippe!
- - Já chega vocês dois. Phillippe, fique de olho em sua irmã para ela não fazer bobagens. Todo o fim de semana a boate está aberta, vocês chegaram antes para abri-la e organizá-la. E ficarão até depois para manter a ordem. Pode acontecer de vocês derem de cara com o Sebastian por aqui, mantenham-se afastados dele para evitar confusões. Entenderam?
- - Claro tio.
- - Emilly?
- Sim, senhor.
º. Odeio essa mania que os mais velhos têm de me tratar como uma criança!

---- No final de semana ----
- Certo rapazes, bem-vindos ao Drink Londres. Hoje temos humanos com nós, então melhor se comportar ou eu irei arrancar suas cabeças fora.
Disse aos homens que iam entrando. Se Ed pudesse ver como eles realmente são, ele nunca mais os deixaria entrar por excesso de feiura.
º. Chegamos mais cedo a comando de nosso tio. Ele disse que quando chegássemos fossemos atrás do senhor tpm e o fizemos.
- - Boa tarde senhor. Edward nos mandou vir até você.
º Phillippe... sempre tão educado, bem, ele me mandou ficar calada, então...
- Entrem logo seus inúteis. Eu não ajudo a pagar o salário de vocês para que vocês fiquem enrolando aqui fora. Era para estarem aqui antes dos primeiros clientes, porém os primeiros clientes já chegaram a um tempo. Seus imprestáveis. Vão logo. - Depois desse sermão Sebastian os empurrou para dentro do bar e entrou com eles. - Vou explicar a vocês como as coisas funcionam. Os clientes noturnos são clientes especiais. Então é bom que vocês fiquem longe deles, principalmente você. - Apontou o dedo para Emilly. - Evitem ser vistos por eles... - Sebastian inalou o ar profundamente e pode sentir o cheiro do sangue quente correndo nas veias dos dois a sua frente. - E se algo lhes acontecer, me chamem. Vou surgir o mais rápido que puder.
- Ele cismou comigo.
- - Ah qual é, ele é esquisito e mandão, mas agora é nosso chefe, então... vamos, temos alguns banheiros para limpar antes dos próximos convidados.
- Seu irmão pegou o espírito da coisa. Ele entende quem eu sou. Acho que deveria aprender umas coisinhas com ele, Emilly. - A provoquei e então voltei para o lado de fora para esperar os próximos clientes chegarem.
- Quem ele pensa que é para falar comigo daquele jeito?!
- - Já disse, ele é nosso chefe. Você fica com o banheiro feminino e eu com o masculino.
---- Uma hora depois ----
- Você não sabe quanta sujeira tem em um banheiro feminino.
- - Devia ver o masculino.

- Nem vem kk. Olha só quem vem aí...