terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Jullye. Part, 1


Nossa, a que ponto chegamos? E se eu vos dissesse que não estou brincando? E se você pudesse voar para fugir de seus problemas? E se ficar invisível para você fosse um dilema? Existem muitos mistérios, alguns não são levados a sério... A história que agora irei contar. É sobre Jullye, uma garota, que não sabia viver, sem simplesmente sonhar. Prestem a tenção, e abra seu coração, caso não, vai se enrolar!
[Londres, 2016]
Ouço o som dos cavalos. Preciso ir mais rápido. Há uma floresta diante de mim, iniciada em um arco de flores, ao lado dela está um senhor sentado. Paro para descansar...
- Para onde deseja ir minha jovem?
- Os guardas estão atrás de mim, só preciso fugir. Onde termina está floresta?
- Você não vai querer entrar aí... é um lugar perigoso, cheio de criaturas fantásticas. E muito perigosas...
- Haha, deixe de blefe seu velho barbudo. Responda-me seriamente.
- Entre... e verá. Mas devo lhe dizer... não existe saída.
- Tenha um bom dia.
Vejo os guardas se aproximando, mas algo estranho acontece... eles param. Talvez com medo do lugar. Que povo medroso. Sigo em frente. Mas algo mais estranho ainda acontece... quando passo pelo arco que mais parece um portão sou jogada à uns 2 metros de distância, o que me impressionei muito por estar viva. Caio de bruços e vejo um par de botas à minha frente.
- Precisa de ajuda... senhorita?
- Não encoste em mim. – Digo levantando-me. Procuro o arco, mas só vejo uma grande rocha cheia de vegetação. – Droga! Onde está?
- Perdeu algo?
- Onde eu estou? Espera, que lugar é esse?
- Seja bem-vinda à floresta encantada. – Ele diz fazendo-me uma reverência.
- Haha, falo sério.
- Eu também. Por que você usa calças como um homem?
- Correr usando vestidos é mais difícil.
- Por que estaria correndo?
- Roubei algo...
- És um ladrão?
- Não. Ladrão não. Sobrevivente.
- Venha comigo. Posso cuidar de você...
- Claro que não. Não sou tola. Vá, eu me viro.
- Claro... você é uma mulher muito esperta. Fique, e amanhã venho recolher seu corpo para lançá-lo mar.
Será que ele está falando sério?
- Espere. Eu vou com você.
Ele ri. Eu não o conhecia por que deveria confiar nele? Ele é alto, cabelo liso e escuro. Olhos azuis, bem azuis, e tem um sorriso de arrepiar a espinha, mas também, de acelerar um coração, creio eu que em todos os sentidos.
[Floresta Encantada]
- Para onde vamos?
- Para o meu barco. Senhor Smith, deve estar nos esperando.
- Para onde vamos? ...
- Vamos para minha casa...
- Casa?
- Sim. Diga-me senhorita... neste mundo... quem é você?
- Como assim?
- Uma bruxa... uma princesa?
- Com certeza nada disso. Não consigo acreditar no que está acontecendo. Quem é você?
- Eu sou o Capitão Gancho.
- Gancho? Como nos livros infantis de Peter Pan?
- Não mencione o nome dele! – Ele me aponta o gancho.
- Isso é de verdade?
- Você não iria querer testar, não é?
- Não. Eu acredito em você.
- Por que você está me ajudando?
- Por que você não é daqui. Você morreria facilmente.
- Como você sabe?
- Já fui no seu mundo. De que lugar de lá você é?
- Londres. Sou de Londres. Como eu volto para lá?
- Não tem como voltar.
Paramos diante de um penhasco litorâneo. De lá vejo o mar.
- Não era aqui que era para o seu barco está?
- E ele está.
- Eu acho que você não está conseguindo ver direito. Não há nada ali.
- Veja novamente. Este é meu navio. Jollie Rogers.
De repente, diante de meus olhos surge um grande navio pirata.
- Não! Eu devo estar louca. Isso é um sonho ou eu estou louca.
- Digo-lhe que é bem real. Agora, vai vir comigo ou não?
- Estou atrás de você.
[ Jollie Rogers ]
Já devo estar a meia hora nesse navio que balança muito por sinal. E há algo em mim que ainda se nega a acreditar.
- Se você parar de pensar tanto pode ajudar. – diz o pirata tirando-me de meus devaneios.
- Como?
- Você é uma daquelas mulheres que pensam demais.
- Já conheceu alguma?
- Sim... já faz um tempo... o tempo é diferente aqui...
- Posso imaginar...
- Posso saber seu nome?
- Jullye. Jullye Davies.
- O que estava roubando?
- Não é roubo se não for de quem você pegou. Eu só estava devolvendo algo.
- Sei... então... o que achou desse lugar?
- É como estar em um livro... meu pai costumava falar para mim de um lugar assim. Onde os sonhos podem se tornar reais.
- Diga-me Jullye... você tem um sonho?
- Quem não tem um?
- E acha que pode realiza-lo aqui?
- Talvez sim... talvez não. Sou do tipo de mulher que vive o “tanto faz”. Se for será...
- De fato... você não é como as que já vi por aqui...



Continua...






Olhos que calam... Part, 1



} 10 - 11- 2014 {
“Se quiser algo na vida, trabalhe”, essas foram as últimas palavras que meu pai me disse antes de ir embora e deixar tudo para trás, sua mulher, seus filhos sua casa e sua vida para ficar com uma jovem mulher do sul da Califórnia. Normalmente, eu sentiria ódio dele, mas ele foi um bom homem e graças a muitos de seus conselhos continuei sendo uma pessoa firme e forte. Minha mãe, depois de dois anos solteira, resolveu casar-se. Eu e meu irmão... bem, recebemos o convite de morar com nosso tio Edward em Londres. Depois de muitas lágrimas de minha mãe, finalmente nos mudamos. Meu tio é dono do “drink Londres”, um bar que irá nos empregar até conseguirmos algo melhor.
- - Emy, solta esse caderno idiota e vamos logo.
- Não é um caderno idiota. É o meu diário.
- - Precisamos chegar ao hotel antes do jantar vamos.
º Este é Philippe, meu irmão. Meu pai era inglês, minha mãe italiana e fomos parar na cidade de Luisiana nos Estados Unidos, bem, o motivo, não sei qual foi. Eles diziam que queriam um lugar calmo para os filhos...
- - Meus sobrinhos queridos, venham cá me deem um abraço.
- - Calma aí senhor Cooper. – Phillippe disse.
º Apesar de ser um homem rico e de negócios ele é bem amistoso e carinhoso. Éramos os Cooper, nome herdado de meu pai, inclusive, esse meu tio é o irmão de meu pai, Edward Cooper.
- - Notícias do papai Tio Ed?
- - Esperava que vocês me dessem notícias meu sobrinho.
- Já faz uns dias que ele não chama no Skype. O que vamos fazer?
- - Vou mostrar a vocês o novo local de trabalho dos dois. Vão servir as mesas e cuidar da faxina.
- Como?
- - Isso mesmo Emilly. Pensa que seu tio já começou com um bar? Tive que limpar muito chão para isso. Vamos logo.
º. Chegamos lá e confesso que me admirei com o local. É grande e bem espaçoso, é, ninguém vai me notar nesse lugar.
- - Este é Sebastian. Meu sócio. Esses são meus sobrinhos, Emilly e Phillippe.
- Prazer senhor.
- Edward, já disse para não trazer crianças aqui. Você sabe do meu gosto peculiar para drinks.  - Sebastian estava bem mal-humorado desde o momento que recebera a notícia de que os sobrinhos de seu sócio iriam trabalhar para ele agora. - Bom, vou dispensar a apresentação de seus nomes. Não preciso saber o nome de reles faxineiros, são tão importantes quanto um grão de poeira sobre a mesa do bar. Ninguém liga. - Sebastian caminhou até Edward e o levou até a sala da gerência. - O preço para minha proteção ficara mais caro.
- - Pode deixar Sebastian. Manterem meus sobrinhos bem longe da pista de dança e das áreas privadas.
E.... tenta pegar leve com eles tá... é difícil... mas tenta. Por nossos anos de amizade.
- Você não entendeu direito. Agora que você tem humanos aqui conosco é melhor você me pagar bem para que eu não lhes quebre o pescoço e tome todo o sangue... Você sabe que sou muito capaz disso.
- - Pois muito bem. Terá o que é seu. Agora, com licença, não posso perder tempo com você hoje. Preciso colocá-los no lugar deles. E se não andar na linha, quem vai fazer alguma coisa aqui, esse alguém sou eu. E você sabe o que eu posso fazer com você não é mesmo? Meu amigo?
- Não ouse me desafiar. Sabe que posso lhe matar em uma piscada de olhos. - Em um nano segundo Sebastian estava atrás de Edward com as mãos em seu pescoço. - Um só movimento e já era. Não me subestime, Edward. Se bem me lembro, eu ainda sou o vilão dessa história.
- - Hahaha, "vilão", você sempre gostou dessa palavra, não é? Agora, com licença. - Sebastian sai da sala e vai até seus sobrinhos. - Okay, existem algumas regras que vocês devem seguir tudo bem?
- Tio, quem é aquele arrogante?
- - Aquele é meu sócio. Tenho a necessidade de aguentar certas coisas dele para o bem dos negócios.
- Isso não está certo.
- - Emilly, entenda, certas coisas devem ser feitas para o bem de outros. E olhe bem, comporte-se, sua mãe me disse que estava a dar trabalho em Luisiana.
- - Essa aí kk, antes de virmos para cá estava prestes a ficar alguns meses de castigo.
- Phillippe!
- - Já chega vocês dois. Phillippe, fique de olho em sua irmã para ela não fazer bobagens. Todo o fim de semana a boate está aberta, vocês chegaram antes para abri-la e organizá-la. E ficarão até depois para manter a ordem. Pode acontecer de vocês derem de cara com o Sebastian por aqui, mantenham-se afastados dele para evitar confusões. Entenderam?
- - Claro tio.
- - Emilly?
- Sim, senhor.
º. Odeio essa mania que os mais velhos têm de me tratar como uma criança!

---- No final de semana ----
- Certo rapazes, bem-vindos ao Drink Londres. Hoje temos humanos com nós, então melhor se comportar ou eu irei arrancar suas cabeças fora.
Disse aos homens que iam entrando. Se Ed pudesse ver como eles realmente são, ele nunca mais os deixaria entrar por excesso de feiura.
º. Chegamos mais cedo a comando de nosso tio. Ele disse que quando chegássemos fossemos atrás do senhor tpm e o fizemos.
- - Boa tarde senhor. Edward nos mandou vir até você.
º Phillippe... sempre tão educado, bem, ele me mandou ficar calada, então...
- Entrem logo seus inúteis. Eu não ajudo a pagar o salário de vocês para que vocês fiquem enrolando aqui fora. Era para estarem aqui antes dos primeiros clientes, porém os primeiros clientes já chegaram a um tempo. Seus imprestáveis. Vão logo. - Depois desse sermão Sebastian os empurrou para dentro do bar e entrou com eles. - Vou explicar a vocês como as coisas funcionam. Os clientes noturnos são clientes especiais. Então é bom que vocês fiquem longe deles, principalmente você. - Apontou o dedo para Emilly. - Evitem ser vistos por eles... - Sebastian inalou o ar profundamente e pode sentir o cheiro do sangue quente correndo nas veias dos dois a sua frente. - E se algo lhes acontecer, me chamem. Vou surgir o mais rápido que puder.
- Ele cismou comigo.
- - Ah qual é, ele é esquisito e mandão, mas agora é nosso chefe, então... vamos, temos alguns banheiros para limpar antes dos próximos convidados.
- Seu irmão pegou o espírito da coisa. Ele entende quem eu sou. Acho que deveria aprender umas coisinhas com ele, Emilly. - A provoquei e então voltei para o lado de fora para esperar os próximos clientes chegarem.
- Quem ele pensa que é para falar comigo daquele jeito?!
- - Já disse, ele é nosso chefe. Você fica com o banheiro feminino e eu com o masculino.
---- Uma hora depois ----
- Você não sabe quanta sujeira tem em um banheiro feminino.
- - Devia ver o masculino.

- Nem vem kk. Olha só quem vem aí...

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Salatiel & Azazel

Enquanto eu existir, você existirá...

Isso aconteceu há algum tempo atrás. Nos subúrbios de uma pequena cidade no sul da Europa, por volta do século XVII. Tudo começou com um acordo entre mim, Salatiel e um barão; o acordo era bem simples, porém o mesmo foi quebrado. Eles haviam pegado meu filho e levaram-no para um povoado perto do clã. Você não sabe o que uma mãe é capaz de fazer por seu filho, principalmente quando é posto em perigo, sendo apenas uma criança.
- Salatiel! Você é muito teimosa!
- Eles estão com meu filho, Azazel!
- Não conte com minha ajuda para salvar um bebê humano.
- Que seja. – Saio em direção à porta da taverna.
- Espera! Isso é suicídio! Você está desarmada. Cega pelo ódio.
- O que faz um guerreiro forte não são suas armas... é sua estratégia.
- Você vai se matar. Você não vai Salatiel.
- Tente me impedir. – Bato a porta e vou em direção à minha “missão suicida”.
Eles estavam comemorando... Conseguiram pegar o filho da “dama de vermelho”.
- Qual o plano?
- Sabia que viria...
- Não me respondeu.
- Não tem plano.
- Não foi você que disse que é a estratégia que faz um guerreiro?
- Sim, e eu não menti. Quando eu for eu penso em algo.
- Vamos entrar despreparados?
- Já fizemos muito pior. Dényel está em uma jaula como um animal! Quero que o pegue e o mantenha em segurança. Melhor, saiam os dois daqui.
- E você?
- Vou precisar sujar um pouco minhas mãos.
Salatiel trajava um vestido claro, quase transparente que marcava seu corpo evidenciando suas belas curvas de uma linda morena, algo incomum para a época na Europa. “Mas... ela não é a dama de vermelho? ”, bem... ela ganhou este título por causa do sangue... suas roupas eram brancas na maioria das vezes, mas no fim de cada batalha desfrutava a vitória vestida de vermelho.
Levanto-me. Com uma rajada de ar chamo a atenção dos andantes para mim. Enquanto isso, Azazel liberta Dényel. Os homens se reuniram, vindo à frente das mulheres. Pararam fazendo uma meia lua diante de mim. Em seguida, dois irmãos se destacaram vido em minha direção.
- Já conseguiu o que queria Salatiel. Vá embora. – Disse uma voz que vinha de trás dos irmãos.
- Não gosto de quebras de acordo Cassimyr. Muito menos de testemunhas.
- Por favor...
- Cale-se, você é apenas um subordinado. Vocês são um tipo imundo de bruxos, se tem algo que realmente tem valor para o barão, esse algo são os vampiros. Já você... onde estás o teu barão?
- Eu...
- Deixe nossas mulheres! – Disse um dos irmãos.
- Soltá-las? Mas por que? Adorarei ouvir os gritos delas pedindo clemencia.
- Chega de diálogos. Matem não! – Ordena Cassimyr.
Avanço em direção aos irmãos tirando deles seu instrumento vital para vida... em menos de cinco segundo tenho dois corações, um em cada mão.
- Maldita! Maldita! – Gritam duas mulheres vindo ao encontro dos corpos.
- Maldita? Não precisa me amaldiçoar querida. Chame seus demônios, essa noite o inferno não vos escutará. Além do mais... posso fazer isso a noite toda, inclusive, as próximas serão vocês.
Depois disso, quebro o pescoço das duas. Vejo Azazel no alto da colina com meu filho à seus pés, em seu pescoço, uma adaga especial. “Chega de brincadeiras...” Deixo uma pilha de corpos atrás de mim, seguindo vestida de vermelho vou para a colina. Chegando lá... os bruxos me jogam algum feitiço na tentativa de me expulsar do corpo que estava usando. Por sorte, como meu amigo não é tão burro quanto parece, lança me uma pequena adaga e rasgo com muito prazer o pescoço dos bruxinhos. Restando agora dois vampiros.
- Vocês escolhem... se divertem comigo... ou dizem ao barão que mandei saudações.
Como em um piscar de olhos eles desaparecem. Deixando-me livre para aproveitar aquele momento...
- Mamãe! – Pego Dényel em meus braços.
- Meu filho... enquanto eu existir, você existirá.
- O que faremos com os corpos Salatiel?
- Queime tudo.
Deixando para trás uma pilha de destroços seguimos para um futuro que não seria tão longo depois daquilo...



sábado, 11 de junho de 2016

Salatiel & Miguel


  • História enviada por minha grande amiga e fiel confidente Anne...


No terceiro céu, Miguel Arcanjo observava o treino do alto do monte verde, um lugar lindo, que se podia ver os campos, e que ele particularmente gostava de pensar. Sentado no chão ele se perdia em seus próprios pensamentos.
Suas quatro asas de arcanjo estavam em volta de seu corpo, ele trajava um manto azul celeste com as barras escuras, seus cabelos castanhos cor de mel desciam até a metade de suas costas. E neste dia não usava sua típica armadura, não completa apenas a parte peitoral que era de prata pura.
Miguel e os outros seis Arcanjos regentes do Universo carregavam inscrições em sua pele, como se fossem tatuagens. Cada uma delas descia dos ombros e se estendiam pelos braços e pelas costas. Eram as marcas de sua casta angélica.  Mas, a de Miguel era diferente por ele ser o mais velho, e o General das legiões, carregava uma espécie de texto em linhas e vários símbolos que desciam do ombro esquerdo do meio de suas asas até a mão, a mesma que ele gostava de impor sua espada Chama da Luz.
Ele estava pensativo, pois após ter feito o pacto com Lúcifer para restaurar o equilíbrio feito o nascimento de sua filha Salatiel Princesa Suprema do Equilíbrio, sendo igual a ele, um Arcanjo.
Sentado pensando nas possíveis consequências do que havia feito viu Salatiel aproximar-se com um arco na mão esquerda.
 - Meu Pai. Saudações - Salatiel falou assim que viu Miguel sentado junto a uma árvore que ficava no monte verde.
- Olá - Foi a resposta dele.
Miguel era firme, não se arrependia de suas decisões, um guerreiro imbatível, que nunca faltou com coragem, mas agora era diferente.
- Estais tão sério, e pensativo, acontecer-te algo? - A voz de Salatiel era como uma doce melodia embriagante.
Salatiel era um pouco mais baixa que Miguel, chegava em seus ombros. De corpo como de uma deusa grega, de seios médios e pernas torneadas, tinha a pele branca como a neve e longos cabelos cor de nuvens ondulados até a cintura, mas sempre presos no alto da cabeça por sua típica tiara de pedras preciosas que todos os príncipes trajavam. Seus olhos eram de um lilás intenso, qualquer um se apaixonaria a 1° vista por ela.
- Não. Apenas penso em como seria se o pai Luminoso despertasse agora. – A voz de Miguel mentia. Pois ele a amava como pai, mas em seu íntimo sabia que ter feito seu nascimento foi errado, uma decisão traria consequências graves para ele, e para ela.
- Seria um transtorno - Salatiel era boa e gostava de agradar seu pai, mas ela também sabia que o sangue de Lúcifer lhe corria nas veias e o orgulho e arrogância eram parte dela.
-Por que? - Quis ele saber.
-Muitos soldados se perderam, outros ainda querem e anseiam por isso, seria pesaroso para Deus ver que seus soldados tão fiéis estão nesta lastima que eles ainda chamam de vida.
Miguel levantou-se e ficou de pé de frente para Salatiel que estava ereta.
- Pois faça-os serem bons servos, pois é sua missão manter o equilíbrio, e como princesa de todas as castas e união das raças de anjos, deverias tomar mais cuidado. Só existe um Deus Salatiel, e Ele é meu Rei Maior e o seu também.
O coração dela pulsava rapidamente, ela nunca havia sentido medo do pai, mas naquele momento olhando em seus olhos uma fagulha de medo e pesar surgiu.
- Perdoe-me meu pai.
E Miguel já se virando de costas olhou pelo canto do olho para Salatiel descendo o monte verde e falou.
- Achei que fosse organizar a decida à Terra. Faça isso imediatamente preciso dos guerreiros prontos, principalmente quatro querubins, dois Ofanis e um Dominador aptos a descerem à minha ordem.
-Tens preferência?
-Não, apenas cumpra seu dever.
Salatiel estava praticamente paralisada olhando seu pai. Mas não era de medo, receio nem algo parecido era desejo.
- Vamos Salatiel! - A voz mais alta de Miguel fez Salatiel tremer lhe tirando de seus pensamentos perversos. E logo começou a descer o monte passando por ele. E vendo que ela já tinha se afastado um pouco disse.
-O que faço com vós?
Abriu suas asas e voou.


Deite-se comigo


O que te faz sentir-se bem?
Qual o seu ponto de equilíbrio?
Tínhamos marcado de nos encontrar, e no final, acabou dando certo. Pele gelada e coração acelerado ao vê-lo. Entre quatro paredes buscamos nos unir e nos aquecer da melhor forma que encontramos, em meio às carícias e afagos sinto meu ponto de equilíbrio chegando. Creio que a maioria das mulheres depois de uma noite incrível, gostem de deitar sobre seus parceiros, realmente é uma sensação única, onde você se sente protegida e livre de tudo. No meu caso, gosto tanto de ficar em seus braços quanto tê-lo nos meus. Um gosto um tanto peculiar, eu sei... mas uma característica minha, eu diria que protetora.

Ter alguém em seus braços é glorioso, principalmente alguém que sempre lhe desperta algo tão forte. 

[]
Ele toma seu lugar à minha frente, e pede que eu me deite ao seu lado. Ponho uma perna entre a dele, e me conforto em seus braços.
- Vai dormir em cima de mim?
- Algum problema?
- Claro que não.
- Por que está me olhando?
- Quem disse que eu estou? 
- Hum, desculpe, fecharei meus olhos.
- Estou de olhos fechados.
Ele pega em meu queixo e inicia beijos e leves mordidas em meus lábios, em seguida o clima fica mais intenso e delicioso. 

[]

Sabe quando você encontra alguém que tem tudo pra dar certo com você, porém, não dá? Isso que eu estava sentindo, que quando aquele momento acabasse poderia ser para sempre. No final, pondo-o em meu colo, aproveitei cada momento que vi ser o último. Eu tenho sentimentos, ele, desejo. E ao vê-lo indo embora, o vi levando uma parte de mim, a qual, eu jamais recuperaria.

[Nota]
    Hoje, lendo isso, digo:
Você não é obrigado a fazer nada, mas se fizer, não fique se lamentando. O passado deve pertencer ao passado. 

sexta-feira, 13 de maio de 2016

F.W.V.

Eu sempre voltarei, como sua sede por vida...


Se você é uma criatura eterna, principalmente noturna, poderá me entender no aspecto de, quando você conhece alguém que mexe com você a tal ponto de você só querer vê-la novamente sempre que possível. E mesmo depois da morte, esse desejo continua intacto. Eu não sou uma criatura da noite, não gosto muito de falar sobre mim, muito menos dizer quem eu sou ou o que faço.
Isso aconteceu em meados do século XIX, na Bulgária. Já havia um tempo que eu não o via mais. Sinceramente... já estava esquecendo um pouco de sua aparência. Dizem, que quando passamos muito tempo longe de alguém, a primeira coisa que esquecemos é a voz da pessoa, no meu caso, a voz é a única que eu nunca esqueço, e a dele não seria diferente. Estava passando por um bar à beira da estrada rural naquele momento, [o corpo que eu estava habitando, era muito bonito, pele morena, seios maliciosos, cintura impecável, altura mediana e cabelos à altura da cintura. Pertencia à uma jovem que estava prestes a cometer suicídio e para evitar esse ato eu o peguei emprestado sem pedir permissão] quando passei... ouvi ecoar uma gargalhada, ela e era muito familiar. “Será? ”, sem pensar duas vezes eu entrei. Todos me olharam, mas um me chamou a atenção em especial, F.V. E então, algo inesperado aconteceu, ele veio em minha direção como se me conhecesse.
- Com licença senhores. Devo retirar-me.
Não me lembrava exatamente de como era seu rosto, porém vê-lo diante de mim, desertou em mim algo que não podia entender... cabelos castanho um pouco grande, olhos claros.
- Você está perdida?
Não falo nada. Apenas o observo. Ele está diferente... está frio.
- Precisa de ajuda?
- Não sei onde estou.
Que triste... tão sozinha... – diz tocando meu rosto.
- Vampiro.
- Como assim?
- Não se passe por tolo. Beba. – Deixo em evidência meu pescoço. Então, desejoso ele me olha.
- Vamos para um lugar mais reservado.
Ele segura minha mão e leva-me para um celeiro, (até que estava limpinho...).
- Desculpe pelo lugar...
- Com você navegaria até todos os turbulentos mares da eternidade...
- Por um acaso já nos conhecemos?
- Você não me conhece, porém, eu conheço você.
- O que você é?
- Basicamente, um espírito. – Digo enquanto percorro o local.
- E de quem é esse corpo?
- De uma garota jovem que estava prestes a cometer suicídio. Esse corpo, agora é seu F. Sugue-o. – digo aproximando-me.
- Não me parece uma ideia tão má.
Ele põe suas mãos em minha cintura e morde meu pescoço, puxando-me para si. Ele para, e olha para mim.
- O corpo é meu certo? – Concordo. – Então posso fazer o que eu quiser? – Sorrio. E ele me beija intensamente.
Encosta-me na parede e suspende-me. De repente, ele já está dentro de mim, há tempos eu não sentia isso. Ele para, e suga o resto de vida que ainda tenho. Quando vejo, diante de mim está um corpo sem vida e um vampiro sanguinário. “Ele mudou...”, de modo súbito, sussurro eu seu ouvido “eu voltarei F.”.


quinta-feira, 24 de março de 2016

Salatiel



Não se pode cair de um penhasco, quando já se caiu de um outro maior...

Olá queridos leitores,
Há alguns dias havia feito um poste sobre um anjo chamo de Salatiel. Você deve estar se perguntando, “quem é essa que ninguém nunca ouviu falar? ”. Pois é.... a verdadeira Salatiel foi esquecida.... Se formos avaliar a bíblia, alguém com esse mesmo nome irá aparecer, porém, não é desse alguém que venho falar. É da verdadeira Salatiel. A primogênita e, sinceramente? A única.

Sentem- se queridos... vou contar uma história...
Há muito e muito tempo atrás mesmo, haviam escuridão e trevas somente. De forma tão densa, que Ele resolveu criar algo para criar um equilíbrio. Fez então, a luz. Mesmo com a criação da luz, as trevas continuaram por existir, sendo assim, mantêm-se presente até hoje. Com a criação de algo a mais, as trevas se rebelaram contra o verbo, a partir daí dividiram-se criando uma versão alternativa de toda a criação. Dividiram-se em três partes. A primeira encobriu a terra, tornando-se uma espécie de invólucro da terra. Denominado umbra. O mesmo, subdividindo- se em baixo umbra, médio umbra e alto umbra. Após milênios em cada um desses lugares, foram formando-se reinos, sendo os mesmos, governos por grandes seres sobrenaturais.
No reino do grande e poderoso altíssimo, o tempo e o espaço não existiam. Mas já bem crescida, vivia Salatiel. Semelhante a uma adolescente de dezesseis anos. Tornando-se uma guerreira cada vez mais forte e poderosa. A garota se desenvolvia de forma tão encantadora e um tanto equivocada, que aos poucos os outros anjos perceberam que ela era completamente diferente dos outros, tendo por si própria, seus próprios dons. Nela, sozinha, havia o poder de anjos, arcanjos, querubins e miríades. Ela tinha seis asas imensas, um pouco menor do que as de Miguel, seu mentor. Eles ainda não haviam notado, mas nela estavam vestígios dos dois anjos, Miguel e Lúcifer, seus pais. Ela herdara a força e determinação de Miguel, de Lúcifer, o que tinha de melhor, sua habilidade de persuasão.
Sabendo que o altíssimo dormia, Salatiel foi convencendo os outros de que deviam proteger a câmara. Demorou um pouco, mas ela conseguiu. Ela conseguiu convencer três anjos fêmeas, Guira que tinha um poder fabuloso de torna-se um pássaro branquinho, Yam’já, que tinha um maravilhoso canto hipnotizador e Lesb, a irmã gêmea de Lúcifer. As quatro, usando seus poderes abriram a câmara de sono onde estava Deus, sem que elas notassem, um miríade (ser criado com a finalidade de espionar), chamado Ogue, ficou escondido esperando para ver o que elas iam fazer. Nisso, Salatiel notou sua presença e disse, para astrês que saíssem rápido e avisassem os outros, sobretudo, não houver tempo. Ogue era muito forte, seu poder era muito grande. O mesmo, disparou uma rajada de luz sobre as três. Sem hesitar, Salatiel abriu suas asas o máximo que pode, criando em seguida, um redemoinho que abalou todo o reino.
Da batalha de Salatiel e Ogue, formaram-se rachaduras na câmara, uma consequência terrível veio sobre ela. A umbra começou a entrar pelas rachaduras. Bem machucada e, caída no mármore, Salatiel implorou por sua existência. Então, Ogue a fez uma proposta, “deixo-te viver, contando que deixe de ser princesa. Pois entrou onde não tinha permissão”. Aceitando a proposta, Ogue colocou sua mão sobre o peito de Salatiel e disse “o sangue deles dois não te será o suficiente, deve escolher entre eles e nunca mais volte aqui. Pois quando voltar, será julgada por ele, pois entrastes nos domínios do rei sem por ele ser convidada. ” E assim, a expulsou do paraíso. Salatiel estava muito fraca, ainda poupando sua força, tentou bater suas asas para que não se chocasse diretamente no solo. O esforço foi em vão, ela se chocou contra a terra, causado uma grande explosão que matou os grandes animais que lá existiam, seu corpo, não resistiu ao impacto. Depois disso, ela vaga até hoje habitando corpos temporariamente, buscando alguém sagaz para ajudá-la a encontrar seus pais, onde os mesmos são os únicos que podem a dar um novo corpo. Diante da grande tragédia, Lúcifer culpou Miguel de ter deixado a garota fazer isso, iniciando uma grande disputa entre os dois. Vendo aquilo, o criador apagou a memória dos dois e de todos no reino, fazendo assim, com que Salatiel fosse esquecida para sempre, a menos que ela consiga voltar para casa.
Ela está sozinha, com medo, triste, sem lar, com a penas uma única pessoa. Salatiel encontrou o corpo certo..., porém, sua missão nunca esteve tão difícil. Pois nunca fora fácil, estar aqui desde bem antes de todos os males da humanidade. Ver tanta guerra, fome, miséria, por milhões de anos seguidos. Carregar o sangue de infinitos corpos humanos, sentindo culpa por tudo aquilo. Esconder a verdade o máximo possível, para não ser interrompida novamente. Ser órfã de dois pais, os quais tanto amou, e, agora, nem lembram que um dia ela existiu.
“Mas o que houve com os três anjos fêmeas? ”
Elas vieram para terra, criando assim, seus próprios “reinados”.
Guira, tornou-se a Pomba Gira.
Yam’já, Tornou-se Iemanjá.
Por último, Lisb, que ficou muito famosa até os dias de hoje, por ter sido ela, quem criou o lesbianismo.

“Estava chorando, o tipo de choro que é silencioso e secreto. O tipo de choro que só eu sabia.”

Por hora... fim.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Um anjo...

Salastiel, aquele que pedi à Deus...

Olá queridos leitores,
A história que irei contar agora é de caráter duvidoso, haverá os que a interpretará como uma profecia, outros, como uma simples história inventada..., mas o que você acha?

Há muito tempo atrás, Deus criou o universo e tudo o que nele há. No sexto dia de criação, ele criou o homem, que a partir dele, fez uma mulher. No sétimo dia, o grande pai celeste adormeceu, onde confiou aos seus anjos, toda a sua criação e a sabedoria necessária, para redigir a humanidade até que o mesmo acordasse de seu sono profundo. Por descuido de um anjo, o Mal invadiu o jardim do Éden, fez com que a mulher pecasse, levando o homem junto consigo em sua desolada desgraça, sendo os dois, expulsos do paraíso, mandados para um lugar desconhecido, chamado Terra.
Com o desfecho deste fato, um anjo se rebelou, levanto consigo outros, para o chamado, exílio, ou o que muitos conhecem, para o inferno. Um outro anjo, assumiu sua liderança, mantendo ao seu lado, outros anjos, que zelam pelos humanos até os dias de hoje. Houve uma época, em que o bem e o mal, estavam saindo de controle, e então, esses dois anjos, Lúcifer e Miguel, se encontraram.
- Quanto tempo irmãozinho...
- Lúcifer, precisamos conversar.
- Estais tão sério ao falar comigo. Pelo visto, é algo importante.
- Precisamos de um equilíbrio. Os humanos estão se perdendo descompassadamente, o seu mal está tirando deles o seu livre arbítrio.
- Você sabe quem mantinha o equilíbrio, onde ele está? Ainda dorme? Dorme enquanto sua amada criação morre?
- Nosso pai teve seus motivos. Devemos esperar que ele acorde, até lá, devemos cuidar do que nos foi designado. Ele confiou tudo à nós dois.
- Miguel, eu tenho tudo o que quero. Posso acabar com toda essa raça imunda e podre com minha simples presença, porque me aliaria a você para criar um equilíbrio?
- Para tornar o jogo interessante. Vamos lá, Lúcifer. Sei que você adora jogos.
- Está bem, digamos que eu concorde com isso. Como o ato seria feito?
- Lembra-te do local sagrado, onde todos nós nascemos pelo poder de nosso pai?
- Sim, ele fechou a ala quando entrou em descanso, para que nenhum outro anjo fosse criado em sua ausência. Você sabe onde está?
- Sim, só há força para um único nascimento.
- Que seja. Não me importo com quem irá nascer. Leve para onde todos possam ver....
- Por que estais a pedir isso?
- Quero que todos nos vejam fazer um filho.
Dizendo isso, Lúcifer foi embora. No dia seguinte, quando todos estavam reunidos, os irmãos se reencontraram.
- Eles não podem ver esta criança sendo feita...
- Somos os melhores daqui. Podemos fazê-la em tempo o suficiente, para criarmos um outro nascimento, para fazer com que eles pensem, que essa criança nasceu normalmente... assim como Deus nos criou.
- Está dizendo para fazermos dois nascimentos para ela?
- Sim, cujo o primeiro será esquecido e jamais falado.
- Segredos não são eternos meu irmão.
- Deixaremos as memórias para a criança. No momento certo, ela lembrará. Agora, temos que nos apressar.
Depois de muito tempo, os irmãos não haviam trabalhado juntos. Aquilo foi uma surpresa para todos. Eles se uniram congelando temporalmente todos os que ali estavam. No centro do templo, onde haviam símbolos, cujo um deles retratavam a árvore do conhecimento, Lúcifer e Miguel depositaram seus sangues.
- Acha que isso vai funcionar? – Disse Lúcifer à Miguel.
- Esperemos que sim.
- De nosso sangue você será criada...
- O nosso sangue te fortalecerá...
- Mantenha o equilíbrio entre todos...
- E um dia.... Para nós você voltará.
Dizendo isso, algo aconteceu. Os dois se misturaram à multidão, onde lá em cima um grande feixe de luz branca e vermelha se formou. Todos estavam ansiosos para ver o que estava acontecendo. A líder das arqueiras, Aurora, vendo o que estava por aconteceu aproximou-se da luz permanente e incessante, entrou lá dentro, e ouviu um choro de bebê... A pegando em seus braços, como em um sopro divino em seus ouvidos disse.
- Está, é Salastiel, aquela que todos pedimos à Deus. Quem a guiará será Miguel...
Miguel ficou surpreso ao ouvir aquilo, olhou para Lúcifer.
- Parabéns papai. Cuide bem de nossa filha. E não esqueça... ela também é minha.
Dizendo isso, Lúcifer desaparece... Salastiel ficou com Miguel, onde o mesmo a ensinou tudo o que sabia, principalmente o respeito. Dizendo-lhe sempre, que era uma menina muito especial. Mas algo aconteceu... Salastiel desapareceu. Miguel e Lúcifer estão procurando sua filha. Ela está na terra. Em algum lugar. Mas pobre garota... não faz ideia do que é, nem o que está preste a acontecer.





segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

The New Love Story. Part 10


Fim?...

[7] Bem, espero que estejam gostando de nossa história. Sabe, as vezes é bom uma vida louca como a minha, porque assim ela nunca se torna algo monótono... se bem que as vezes é saudável um pouco de mesmice na nossa vida, por exemplo, eu adorava meus momentos com meus livros na biblioteca, amava separá-los e classifica-los de acordo com seus tipos. E era melhor ainda quando viam pessoas interessadas me fazerem perguntas sabe. Depois que Seth me demitiu dos Crinson eu voltei para a biblioteca, ele já me chamou de volta, mas recusei o pedido, não nasci para ter uma vida de secretária que anota recados e serve cafezinhos.

** " Isso foi fantástico". Acordo e Seth está ao meu lado... dormindo como um anjo... quando deito novamente em seu peito, ouço um barulho vindo do corredor. **
- - Não me toca! Eu vou entrar nesse maldito quarto.
** É a voz da Katherine... e então ela bate sem dó na coitada da porta, findando por acordar o Seth. **
Acordei com um estrondo. Parecia que estavam tentando derrubar a porta. Ouvi a voz de Katherine do outro lado da porta:
- - Seth Crinson, abra essa porta agora ou eu...
Parei de ouvi-la e me levantei, me espreguicei e vesti minhas roupas. Fui até a porta e a abri.
- O que quer Katherine?
** Eu estava deitada na cama. Quando Seth abriu a porta, Katherine lhe empurrou, subiu na cama e montou-se em mim, me batendo. Peguei o cabelo dele e troquei de lugar com ela, derrubando-a da cama. **
- - Escuta aqui sua tola Seth Crinson é meu. - Digo contorcendo-me sob aquela imunda.
- Escuta aqui você sua ruiva desbotada. Ele não te quer. Se ele quisesse, estaria com você e não comigo.
- Parem vocês duas.
Tentei separar as duas, mas não consegui
- Katherine, para com isso!
- - Não tá vendo que é a louca da sua namorada que tá me batendo?!
- Escuta aqui sua piranha, não vou mais entregá-lo de mão beijada. Se quiser ele vai ter que passar por mim.
- - Você não o ama Karter só quer o dinheiro dele. Eu o amo.
- Faça-me rir. - Rio zombando dela, e do um tapa na cala cara imunda dela.
Finalmente consegui separar as duas.
- Que droga Katherine! Por que você fez isso? Você não tem o direito, nem estávamos namorando. Minha namorada é a Lee. - Deixei Katherine de lado e fui até Lee. - Você está bem, amor?
- Estou. E não precisava ter feito isso. Estava tudo sob controle.
- Tudo sob o controle, sei. - Ri. Vi Tray entrando pela porta de meu quarto "O que é que é isso? Isso aqui está virando bagunça?!". Oque me irritou mais foi o que fez a seguir. Ele puxou Lee para si e a beijou contra a vontade. Observei aquilo com raiva e soquei a cara de Tray, ele caiu no chão com o nariz sangrando.
- O que acha que está fazendo com a minha namorada?
** " Droga, eu tô só de camisola." Diante do barulho da confusão o Senhor Crinson também aparece. Entro no meio de Seth e Tray. **
- Pare! Os dois. Se não o próximo soco pode pegar em mim.
- - Que confusão é essa? - Diz o pai de Seth.
- Esse babaca beijou a minha namorada! - Meu pai olhou para Katherine
- - Tray beijou Katherine?
Revirei os olhos
- Ele beijou Lee, pai. Lee é minha namorada.
** Fico constrangida. **
- Já chega os dois.
- Lee? Você está bem?
- Tô. Katherine. Tray. Vão embora. Tray, nos vemos no casamento. Katherine, espero não te ver nunca mais.
- Eu tô bem. - Disse para Lee. - Tá tudo bem.
- Não sabia que Tray te faria chegar a tal ponto.
- Eu não imaginava isso também. - Disse sentindo a junção dos meus dedos doerem por caudo do soco na cara de Tray. - Katherine também me surpreendeu.
- Você precisa cuidar dessa mão...
- É, eu sei, mas primeiro temos que nos livrar de Katherine.
- Esquece ela... vamos.
 [Enquanto isso]
- - Quem aquele idiota pensa que é? - Bufei e então olhei para a moça na cama de Seth. Fui até ela.
- - Eu odeio aquela garota.
- - Oi... Acho que seria uma boa ideia saímos do quarto. - Disse Tray se aproximando de Katherine
- - Vamos... - Saímos do quarto. - Vamos beber um pouco?
- - Eu aceito.
 [Chegando no bar]
- - Meu nome é Katherine. - Digo pedindo duas bebidas.
- Meu nome é Tray, Tray parker.
- - Katherine Price. Você é aquele da Lee, não é? Que a traiu com a secretária. - Rio. Bem feito pra ela.
Fiquei corado.
- - É, sou eu mesmo. Você é a ex-namorada do Seth, não é? Por que você o namorou da primeira vez?
- - Sabe como é né... fazíamos o colegial juntos. Eu me encantei por ele... me apaixonei perdidamente... - " Eu não podia dizer que era pelo dinheiro. "- Ele era popular, eu só mais uma numa universidade imensa.
- - E o idiota te trocou? - Disse pegando minha bebida e tomando um gole da mesma.
- - Na verdade não. Eu terminei com ele... mas e você? Como conheceu a tolinha?
- - Nós crescemos juntos praticamente. Conforme eu cresci, fui despertando interesse na Lee e depois de muito tempo a gente namorou.
- - Não vou nem perguntar o porquê de ter traído ela... ela deve ser péssima na cama. - Sorrio.
- Nunca transamos. - Ri e tomei um gole da bebida.
- - Nossa... como você... nada. - Rimos juntos. - Gostei de você... parece ser bem interessante.
- - Você fez faculdade de que com o Seth?
- - Artes cênicas. Mas quando chegamos ao quarto semestre eu desisti, já que... eu não queria mais ter contato com ele.
- - WOW!! - Terminei minha bebida. - Você seria uma boa atriz. Devia ter terminado Katherine. – Sorri. - Por que voltou com ele então?
- - Enquanto estava fora de Seattle tentei me casar, mas descobri que o cara era um idiota, quando vi a foto de Seth e Lee nos jornais, lembrei-me o quanto Seth me fazia falta... então, voltei para tentar reconquistá-lo.- "Acho que estou falando demais, deve ser pela bebida."
- - Então também veio por causo da foto?
- - Sim. Foi o seu motivo?
- - Em parte. Minha mãe vai se casar e ela iria entregar o convite para Lee, mas aí eu vi a foto dos dois e resolvi que deveria entregar o convite eu mesmo e, reconquistar Lee.
- - Pelo visto, assim como eu, você não obteve sucesso.
- - Eu tenho um outro objetivo Katherine. - "O que é que estou falando? Será que já estou bêbado?" - Você...
- - Por que seria eu?
- - Você quer tomar outra bebida? – Ri. - Me deixe terminar a frase mulher.
- - Ahh... - Risos. - Você quase me pegou nessa.
- - Quase te peguei? - Dei um sorriso travesso e pedi para o garçom encher nossos copos.
- - Sim. Bem que você podia sair desse quase... Quando será o casamento?
- - Semana que vem. Em Paris. - Aproximei-me de Katherine e a beijei.
Correspondo ao beijo...
- - Você quer ir comigo ao casamento? Perguntei ao fim do beijo
- - Paris?! Claro. - Sorrio para ele.
Voltei a beijá-la.
[Uma semana depois Paris, França]
- Lee, tem certeza que podia me trazer para a festa? Perguntei ajeitando minha gravata nervoso.
- Tia Amanda é como uma mãe para mim. Ela não vai falar nada. Além do mais, você vai conhecer suas duas sogras lá... já que minha mãe também estará lá. – Digo, me maquiando para o casamento. - Vou de vestido claro, o que você acha?
- Oque?! Vou conhecer sua mãe? Olhei para fora pela janela cogitando a ideia de desaparecer antes do casamento. - Você vai ficar linda vestindo qualquer coisa, amor.
- Obrigada querido. É esqueci de lhe dizer isso...
- O quê?
- Que minha mãe estará lá. Calma, você vai gostar dela.
- E se ela não gostar de mim Lee? Perguntei novamente mexendo na gravata.
- Você é lindo... inteligente... educado... e me faz feliz. - Digo dando beijos em seu rosto. - Por que ela iria gostar de você?
- Lee, não se esqueça das mancadas que dei no passado. Semana passada mesmo você nem queria ficar na mesma sala que eu.
- Já lhe disse, não deixe que os erros do passado influencie no seu futuro. Minha mãe me ensinou isso... Ela não irá lhe julgar meu amor.
- Tudo bem. - Parei de mexer na gravata. - Vamos?
- Espera, só falta o batom...Vamos...
- Me guia?
- Claro meu amor...
[Chegando no casamento]
** Quando chegamos lá, vejo minha mãe, conversando com Tray. Ele está acompanhado por Katherine. " Tá né... você quem sabe." **
- Querido, vamos. Vou lhe apresentar a minha mãe.
Vejo Katherine junto de Tray e tenho que confessar, senti um pouco de ciúmes.
- Já vou conhecer minha sogra?!
- Por que esperar? - Puxo Seth e vou ao encontro de minha mãe, a abraçando. - Mãe! Que saudades. - Digo sentindo as lágrimas em meus olhos.
- - Oh querida, eu estou aqui. Não chore. Eu te amo tanto minha pequena Lee. - Diz ela me abraçando forte.
- Mãe, quero que conheça meu namorado. Seth Crinson.
- É... É.... É... - "O que eu devo dizer a ela?" - Sou o Seth. - "Essa foi a resposta mais inteligente que você conseguiu formular Seth?"
- - Olá meu bem... que escolha hein querida? Seja muito bem-vindo à nossa família... Tray estava me contando um pouco sobre você... sabe de uma coisa, vou lhe dizer o que sempre disse para Lee, se tiver felicidade no meio, o resto é resto. - Ela dá um abraço acolhedor nele. - Veja querida. Tray vai se casar com essa linda moça. - Ela se aproxima de mim e diz em meu ouvido. " Sinceramente, acho ela uma megera."
- Parabéns ao casal, à noite já temos o que brindar não é mesmo?
"Minha Katherine, vai se casar com o Tray?" Não pude conter minha infelicidade diante da resposta. A mãe de Lee me liberou de seu abraço e olhou para mim.
-- Você está bem Seth?
Forcei um sorriso e olhei para ela
- Claro que sim.
- - Então vamos logo. Lee sua tia está louca para lhe ver e seu namorado também.
- Vamos meus amor. - Digo puxando Seth por sua mão.
- Mais parentes? Lee, não sei se é uma boa hora. - Mesmo assim eu as segui.
- Seth, quero que você faça parte da minha família, além do mais, você está no casamento de minha tia, o que esperava?
** Entramos na sala onde tia Amanda, estava fazendo os acabamentos do vestido.**
- - Lee! Venha mais perto para que eu possa lhe ver melhor. - Me aproximo dela. - Nossa... como você cresceu... oh, aquele deve ser seu namorado bonitão. - Diz olhando para Seth, venha querido, não se assuste comigo por favor. - Ela sorri para ele... sabe, tia Amanda não é velha, ela é bem conservada. Ela é loira, fez 41 anos na semana passada, e sempre está na moda, de acordo com sua idade. Ela e minha mãe são bem parecidas. Na verdade, muito parecidas.**
- É... Oi... Meu pai conhece você, você estava na festa no fim do ano. - Sorri a reconhecendo. - Você é bem bonita, senhorita Parker. - Tomei sua mão e a beijei. - Já sabe que eu e Lee estamos namorando, né?
- - Sei sim. Seu pai é velho amigo de juventude. - Sorri para Seth.
Ri
- Bom... Acho que Lee não contou que vamos nos casar. Temos planejado isso a um bom tempo.
Sorri para Amanda que estava surpresa e olhei para Lee que estava mais surpresa ainda
- Se me dão licença irei me retirar para falar com a senhorita Pierce.
- Tome cuidado. Ficarei um pouco mais com minha tia. - Dou um breve beijo nele. "Não é hora nem lugar de bancar a ciumenta.”
Me afastei de Amanda e fui em direção a Katherine e Tray. Puxo Katherine para longe de Tray e começamos a conversar.
- - Que intimidade é essa Seth? Não está vendo que estou com outro?
- É claro que eu vi Katherine!! Mas tinha que ser ele? Bonnie nuit and Au revoir. - Disse me afastando de Katherine e voltando até Lee.
- - Mas... o que... - "Ele tá se mordendo de ciúmes". Volto para meu namorado.
- - O que o idiota queria?
- - Me dá os parabéns.
** Eu e tia Amanda, nos sentamos um pouco no sofá para conversar. **
- - Sabe querida, você sempre foi aquela filha que nunca tive, quando seu pai morreu, sua mãe precisou de um tempo sozinha, eu como uma grande amiga, claro que ficaria com você. Você se tornou uma mulher forte e independente Lee. Quando você começou a namorar com Tray, confesso que me preocupei um pouco. Você sabe que meu filho nunca foi um exemplo de fidelidade, não é?
- Sei... Crescemos como irmãos, não é todo mundo que tem sorte com relacionamentos assim....
- - Verdade, veja sua tia aqui. - Risos. - O que quero mesmo dizer Lee... é que, não deixe que sua vida seja complicada por homens, nem deixe que sua felicidade dependa de alguém.
- Obrigada tia Amanda, terei cuidado sim.
** Seth entra na sala...**
- Oi querido. A cerimônia vai já começar.
- Eu estou um pouco mal, com vontade de vomitar. - Encenei a ânsia de vômito. - Eu volto quando estiver melhor. - Coloquei a mão na boca e me afastei das duas indo para um canto afastado.
- Tudo bem...
** A cerimônia se inicia e Seth ainda não voltou... vou até o quarto que foi reservado para nós dois... **
- Seth? - Digo abrindo a porta.
Estava deitado na cama de olhos fechados pensando em Katherine ter me trocado tão facilmente.
** Sento ao seu lado. **
- Hey, o que houve?
- Estou passando mal, já disse.
- Não. Não está. Isso tudo é sobre a Katherine. Vi como você ficou quando minha mãe falou do casamento. Por isso inventou que estávamos planejando o nosso. Para ver se isso amenizaria o ciúmes ou seja lá o que que você está sentindo. - Digo enquanto ando pelo quarto.
- Quem é Katherine pra mexer comigo? Ela é uma qualquer, algo que ela decida fazer não vai me afetar.
- Então porque continua mentindo sobre o quanto ela está mexendo com você... Olha... tudo bem, eu vou te dar o espaço que você precisa. Não vou te interromper em seu martírio não reconhecido. - Digo saindo do quarto e indo para o salão de festas.
Fiquei pensando no que Lee dissera. "Não posso faltar ao casamento da tia de minha esposa". Saí do quarto e fui para o salão em busca de Lee.
** Estava cansada...  ... o lugar onde estávamos, guardava um banco peculiar um pouco afastado da festa, onde nos dá acesso à uma visão exclusiva da Torre Eiffel, o que se tornará melhor ainda com a cidade de Paris adormecendo... sento-me no banco sozinha para pensar um pouco... "Eu bem queria que ele deixasse de besteiras e viesse artilhar essa vista comigo."
- Posso me sentar com vossa senhorita?
Perguntei parando ao lado do banco em que Lee estava sentada
- Ou já há algum cavalheiro desfrutando de sua companhia? - Ri e então peguei sua mão e a beijei. - Sou o Lord Seth Crinson, de Seattle. E você, minha bela? - Perguntei com um sorriso travesso
- Lady Lee Anne Karter, de Veneza...
- É um prazer conhecê-la Mi Lady Lee Anne Karter, de Veneza. – Sorri. - Posso desfrutar dessa bela noite ao seu lado, neste banco?
- Claro.
Sentei-me ao seu lado
- Oque fazes aqui nesta noite tão bela?
- Pensando nos futuros desastres de minha vida. - Bebo um pouco de Whisky
- Espero que eu não seja mais um desastre na sua vida.
- Isso só vai depender de você mi Lord.
- Chame-me de Seth, senhorita Karter.
- Tá. Vamos deixar de teatro Seth. Antes que eu pegue essa garrafa de Whisky e quebre na sua cabeça! - Digo, sentindo uma lágrima descer, mas a interrompo a sessando.
- O que está acontecendo, meu amor?
- Katherine está acontecendo.
- Meu amor, ignore Katherine.
- Não dá Seth. Não posso ignorar o tempo que vocês assaram juntos. - Bebo mais um pouco.
- E o tempo que passamos juntos, não conta?
- Para você... conta?
- É claro que sim, meu amor. - Coloquei minha mão em seu rosto e a fiz olhar para mim.
- É claro que sim, minha pequena.
** " Droga, por que ele sempre faz isso?" Deito a cabeça em seu peito. **
- Não me decepcione.
- Vou tentar.
- Eu não quero que tente. Quero que faça.
- Eu não irei te decepcionar Lee Anne, não mais.
- Está frio aqui...
- Deixa eu te esquentar. - A abracei. - Devemos ir ao casamento agora, não?
- Não... a cerimônia aconteceu quando você estava trancado no quarto. Agora, eles estão jantando. Mas não quero jantar.
- Eu te fiz perder o casamento?!
- Só uma parte.
- Me desculpa amor. - "Nunca vou te perdoar por isso Seth Crinson". - Vamos... Quero pedir desculpas a sua tia.
- Está bem... acho que ela está na cozinha.
- Me leva até lá?
- Claro... vamos.
** Chegando lá tia Amanda nos ver rapidamente. **
- - Queridos, não os vi no jantar... onde estavam?
- Minha querida noiva, Lee, estava cuidando de mim em meu quarto, não é mesmo Lee?
- Sim... Tia... deixe eu lhe ajudar a guardar a prataria.
- Senhorita Parker eu gostaria de pedir desculpas por ter perdido seu casamento, sei que eu não estava bem, mas era algo especial para você, eu queria ter estado lá. - Olho nos olhos de Lee.
- - Tudo bem querido. Está tudo bem. Agora, por que não ajuda Lee e enxuga os pratos para ela guardar enquanto eu passo um tempo com meu novo marido hein? - Diz ela sorrindo como sempre.
- Tudo bem Tia Amanda. - Sorri. "Por que eu a chamei de tia?". Vou ajudar Lee.
- Tia Amanda? - Digo quando ela sai da cozinha.
- Pois é, também não sei porque chamei ela assim. – Ri.
- Tray pode não gostar do modo como a mãe dele está te amando.
- Você acha que ligo para isso? O Tray é um babaca que trocou a melhor garota do mundo por uma secretária. - Lhe dei um selinho. - Não ligo para o que aquele babaca gosta, ou não gosta.
- Nós vamos mesmo falar de trocas?
- Não. Desculpa.
 [No quarto...]
- Amanhã vou ter uma conversa com a tia Amanda... - Digo sentando ao lado de Seth, que estava assistindo algum programa bobo na TV.
- Uma conversa?
- É... Estou pensando e ela nos dá uma dica para criarmos juntos um livro de histórias... com romances... assim como o nosso.
- Você acha que devemos escrever juntos?
- Acho.
 [Dia seguinte]
- Tia Amanda? Será que eu e o Seth podemos falar com a senhora em seu escritório?
- - Claro querida...
- Tia Amanda, eu e a Lee tivemos uma ideia ontem.
- Então tia, nós queremos criar um livro de romances sabe... contendo histórias de casais, que no fim, depois de muitos acasos deram certo no final... e queremos que a senhora nos indique um casal...
- - Querida eu tenho um... ele estão aqui em Paris... mas é uma história um tanto desacreditada... mas daria um bom livro...
- É isso que queremos tia... boas histórias...
  
Fim?...
Bonnie nuit and Au revoir¹: Significa Boa noite e adeus em francês. Sim, Seth é fluente em francês.

§ L.K/ S.C