Enquanto eu existir, você existirá...
Isso aconteceu há algum tempo
atrás. Nos subúrbios de uma pequena cidade no sul da Europa, por volta do
século XVII. Tudo começou com um acordo entre mim, Salatiel e um barão; o
acordo era bem simples, porém o mesmo foi quebrado. Eles haviam pegado meu filho
e levaram-no para um povoado perto do clã. Você não sabe o que uma mãe é capaz
de fazer por seu filho, principalmente quando é posto em perigo, sendo apenas
uma criança.
- Salatiel! Você é muito teimosa!
- Eles estão com meu filho,
Azazel!
- Não conte com minha ajuda para
salvar um bebê humano.
- Que seja. – Saio em direção à
porta da taverna.
- Espera! Isso é suicídio! Você
está desarmada. Cega pelo ódio.
- O que faz um guerreiro forte
não são suas armas... é sua estratégia.
- Você vai se matar. Você não vai
Salatiel.
- Tente me impedir. – Bato a
porta e vou em direção à minha “missão suicida”.
Eles estavam comemorando... Conseguiram
pegar o filho da “dama de vermelho”.
- Qual o plano?
- Sabia que viria...
- Não me respondeu.
- Não tem plano.
- Não foi você que disse que é a
estratégia que faz um guerreiro?
- Sim, e eu não menti. Quando eu
for eu penso em algo.
- Vamos entrar despreparados?
- Já fizemos muito pior. Dényel
está em uma jaula como um animal! Quero que o pegue e o mantenha em segurança.
Melhor, saiam os dois daqui.
- E você?
- Vou precisar sujar um pouco
minhas mãos.
Salatiel trajava um vestido
claro, quase transparente que marcava seu corpo evidenciando suas belas curvas
de uma linda morena, algo incomum para a época na Europa. “Mas... ela não é a
dama de vermelho? ”, bem... ela ganhou este título por causa do sangue... suas
roupas eram brancas na maioria das vezes, mas no fim de cada batalha desfrutava
a vitória vestida de vermelho.
Levanto-me. Com uma rajada de ar
chamo a atenção dos andantes para mim. Enquanto isso, Azazel liberta Dényel. Os
homens se reuniram, vindo à frente das mulheres. Pararam fazendo uma meia lua
diante de mim. Em seguida, dois irmãos se destacaram vido em minha direção.
- Já conseguiu o que queria
Salatiel. Vá embora. – Disse uma voz que vinha de trás dos irmãos.
- Não gosto de quebras de acordo
Cassimyr. Muito menos de testemunhas.
- Por favor...
- Cale-se, você é apenas um
subordinado. Vocês são um tipo imundo de bruxos, se tem algo que realmente tem
valor para o barão, esse algo são os vampiros. Já você... onde estás o teu
barão?
- Eu...
- Deixe nossas mulheres! – Disse um
dos irmãos.
- Soltá-las? Mas por que?
Adorarei ouvir os gritos delas pedindo clemencia.
- Chega de diálogos. Matem não! –
Ordena Cassimyr.
Avanço em direção aos irmãos
tirando deles seu instrumento vital para vida... em menos de cinco segundo tenho
dois corações, um em cada mão.
- Maldita! Maldita! – Gritam duas
mulheres vindo ao encontro dos corpos.
- Maldita? Não precisa me
amaldiçoar querida. Chame seus demônios, essa noite o inferno não vos escutará.
Além do mais... posso fazer isso a noite toda, inclusive, as próximas serão
vocês.
Depois disso, quebro o pescoço
das duas. Vejo Azazel no alto da colina com meu filho à seus pés, em seu
pescoço, uma adaga especial. “Chega de brincadeiras...” Deixo uma pilha de
corpos atrás de mim, seguindo vestida de vermelho vou para a colina. Chegando
lá... os bruxos me jogam algum feitiço na tentativa de me expulsar do corpo que
estava usando. Por sorte, como meu amigo não é tão burro quanto parece, lança
me uma pequena adaga e rasgo com muito prazer o pescoço dos bruxinhos. Restando
agora dois vampiros.
- Vocês escolhem... se divertem
comigo... ou dizem ao barão que mandei saudações.
Como em um piscar de olhos eles
desaparecem. Deixando-me livre para aproveitar aquele momento...
- Mamãe! – Pego Dényel em meus
braços.
- Meu filho... enquanto eu
existir, você existirá.
- O que faremos com os corpos
Salatiel?
- Queime tudo.
Deixando para trás uma pilha de
destroços seguimos para um futuro que não seria tão longo depois daquilo...

Nenhum comentário:
Postar um comentário