quarta-feira, 15 de junho de 2016

Salatiel & Azazel

Enquanto eu existir, você existirá...

Isso aconteceu há algum tempo atrás. Nos subúrbios de uma pequena cidade no sul da Europa, por volta do século XVII. Tudo começou com um acordo entre mim, Salatiel e um barão; o acordo era bem simples, porém o mesmo foi quebrado. Eles haviam pegado meu filho e levaram-no para um povoado perto do clã. Você não sabe o que uma mãe é capaz de fazer por seu filho, principalmente quando é posto em perigo, sendo apenas uma criança.
- Salatiel! Você é muito teimosa!
- Eles estão com meu filho, Azazel!
- Não conte com minha ajuda para salvar um bebê humano.
- Que seja. – Saio em direção à porta da taverna.
- Espera! Isso é suicídio! Você está desarmada. Cega pelo ódio.
- O que faz um guerreiro forte não são suas armas... é sua estratégia.
- Você vai se matar. Você não vai Salatiel.
- Tente me impedir. – Bato a porta e vou em direção à minha “missão suicida”.
Eles estavam comemorando... Conseguiram pegar o filho da “dama de vermelho”.
- Qual o plano?
- Sabia que viria...
- Não me respondeu.
- Não tem plano.
- Não foi você que disse que é a estratégia que faz um guerreiro?
- Sim, e eu não menti. Quando eu for eu penso em algo.
- Vamos entrar despreparados?
- Já fizemos muito pior. Dényel está em uma jaula como um animal! Quero que o pegue e o mantenha em segurança. Melhor, saiam os dois daqui.
- E você?
- Vou precisar sujar um pouco minhas mãos.
Salatiel trajava um vestido claro, quase transparente que marcava seu corpo evidenciando suas belas curvas de uma linda morena, algo incomum para a época na Europa. “Mas... ela não é a dama de vermelho? ”, bem... ela ganhou este título por causa do sangue... suas roupas eram brancas na maioria das vezes, mas no fim de cada batalha desfrutava a vitória vestida de vermelho.
Levanto-me. Com uma rajada de ar chamo a atenção dos andantes para mim. Enquanto isso, Azazel liberta Dényel. Os homens se reuniram, vindo à frente das mulheres. Pararam fazendo uma meia lua diante de mim. Em seguida, dois irmãos se destacaram vido em minha direção.
- Já conseguiu o que queria Salatiel. Vá embora. – Disse uma voz que vinha de trás dos irmãos.
- Não gosto de quebras de acordo Cassimyr. Muito menos de testemunhas.
- Por favor...
- Cale-se, você é apenas um subordinado. Vocês são um tipo imundo de bruxos, se tem algo que realmente tem valor para o barão, esse algo são os vampiros. Já você... onde estás o teu barão?
- Eu...
- Deixe nossas mulheres! – Disse um dos irmãos.
- Soltá-las? Mas por que? Adorarei ouvir os gritos delas pedindo clemencia.
- Chega de diálogos. Matem não! – Ordena Cassimyr.
Avanço em direção aos irmãos tirando deles seu instrumento vital para vida... em menos de cinco segundo tenho dois corações, um em cada mão.
- Maldita! Maldita! – Gritam duas mulheres vindo ao encontro dos corpos.
- Maldita? Não precisa me amaldiçoar querida. Chame seus demônios, essa noite o inferno não vos escutará. Além do mais... posso fazer isso a noite toda, inclusive, as próximas serão vocês.
Depois disso, quebro o pescoço das duas. Vejo Azazel no alto da colina com meu filho à seus pés, em seu pescoço, uma adaga especial. “Chega de brincadeiras...” Deixo uma pilha de corpos atrás de mim, seguindo vestida de vermelho vou para a colina. Chegando lá... os bruxos me jogam algum feitiço na tentativa de me expulsar do corpo que estava usando. Por sorte, como meu amigo não é tão burro quanto parece, lança me uma pequena adaga e rasgo com muito prazer o pescoço dos bruxinhos. Restando agora dois vampiros.
- Vocês escolhem... se divertem comigo... ou dizem ao barão que mandei saudações.
Como em um piscar de olhos eles desaparecem. Deixando-me livre para aproveitar aquele momento...
- Mamãe! – Pego Dényel em meus braços.
- Meu filho... enquanto eu existir, você existirá.
- O que faremos com os corpos Salatiel?
- Queime tudo.
Deixando para trás uma pilha de destroços seguimos para um futuro que não seria tão longo depois daquilo...



sábado, 11 de junho de 2016

Salatiel & Miguel


  • História enviada por minha grande amiga e fiel confidente Anne...


No terceiro céu, Miguel Arcanjo observava o treino do alto do monte verde, um lugar lindo, que se podia ver os campos, e que ele particularmente gostava de pensar. Sentado no chão ele se perdia em seus próprios pensamentos.
Suas quatro asas de arcanjo estavam em volta de seu corpo, ele trajava um manto azul celeste com as barras escuras, seus cabelos castanhos cor de mel desciam até a metade de suas costas. E neste dia não usava sua típica armadura, não completa apenas a parte peitoral que era de prata pura.
Miguel e os outros seis Arcanjos regentes do Universo carregavam inscrições em sua pele, como se fossem tatuagens. Cada uma delas descia dos ombros e se estendiam pelos braços e pelas costas. Eram as marcas de sua casta angélica.  Mas, a de Miguel era diferente por ele ser o mais velho, e o General das legiões, carregava uma espécie de texto em linhas e vários símbolos que desciam do ombro esquerdo do meio de suas asas até a mão, a mesma que ele gostava de impor sua espada Chama da Luz.
Ele estava pensativo, pois após ter feito o pacto com Lúcifer para restaurar o equilíbrio feito o nascimento de sua filha Salatiel Princesa Suprema do Equilíbrio, sendo igual a ele, um Arcanjo.
Sentado pensando nas possíveis consequências do que havia feito viu Salatiel aproximar-se com um arco na mão esquerda.
 - Meu Pai. Saudações - Salatiel falou assim que viu Miguel sentado junto a uma árvore que ficava no monte verde.
- Olá - Foi a resposta dele.
Miguel era firme, não se arrependia de suas decisões, um guerreiro imbatível, que nunca faltou com coragem, mas agora era diferente.
- Estais tão sério, e pensativo, acontecer-te algo? - A voz de Salatiel era como uma doce melodia embriagante.
Salatiel era um pouco mais baixa que Miguel, chegava em seus ombros. De corpo como de uma deusa grega, de seios médios e pernas torneadas, tinha a pele branca como a neve e longos cabelos cor de nuvens ondulados até a cintura, mas sempre presos no alto da cabeça por sua típica tiara de pedras preciosas que todos os príncipes trajavam. Seus olhos eram de um lilás intenso, qualquer um se apaixonaria a 1° vista por ela.
- Não. Apenas penso em como seria se o pai Luminoso despertasse agora. – A voz de Miguel mentia. Pois ele a amava como pai, mas em seu íntimo sabia que ter feito seu nascimento foi errado, uma decisão traria consequências graves para ele, e para ela.
- Seria um transtorno - Salatiel era boa e gostava de agradar seu pai, mas ela também sabia que o sangue de Lúcifer lhe corria nas veias e o orgulho e arrogância eram parte dela.
-Por que? - Quis ele saber.
-Muitos soldados se perderam, outros ainda querem e anseiam por isso, seria pesaroso para Deus ver que seus soldados tão fiéis estão nesta lastima que eles ainda chamam de vida.
Miguel levantou-se e ficou de pé de frente para Salatiel que estava ereta.
- Pois faça-os serem bons servos, pois é sua missão manter o equilíbrio, e como princesa de todas as castas e união das raças de anjos, deverias tomar mais cuidado. Só existe um Deus Salatiel, e Ele é meu Rei Maior e o seu também.
O coração dela pulsava rapidamente, ela nunca havia sentido medo do pai, mas naquele momento olhando em seus olhos uma fagulha de medo e pesar surgiu.
- Perdoe-me meu pai.
E Miguel já se virando de costas olhou pelo canto do olho para Salatiel descendo o monte verde e falou.
- Achei que fosse organizar a decida à Terra. Faça isso imediatamente preciso dos guerreiros prontos, principalmente quatro querubins, dois Ofanis e um Dominador aptos a descerem à minha ordem.
-Tens preferência?
-Não, apenas cumpra seu dever.
Salatiel estava praticamente paralisada olhando seu pai. Mas não era de medo, receio nem algo parecido era desejo.
- Vamos Salatiel! - A voz mais alta de Miguel fez Salatiel tremer lhe tirando de seus pensamentos perversos. E logo começou a descer o monte passando por ele. E vendo que ela já tinha se afastado um pouco disse.
-O que faço com vós?
Abriu suas asas e voou.


Deite-se comigo


O que te faz sentir-se bem?
Qual o seu ponto de equilíbrio?
Tínhamos marcado de nos encontrar, e no final, acabou dando certo. Pele gelada e coração acelerado ao vê-lo. Entre quatro paredes buscamos nos unir e nos aquecer da melhor forma que encontramos, em meio às carícias e afagos sinto meu ponto de equilíbrio chegando. Creio que a maioria das mulheres depois de uma noite incrível, gostem de deitar sobre seus parceiros, realmente é uma sensação única, onde você se sente protegida e livre de tudo. No meu caso, gosto tanto de ficar em seus braços quanto tê-lo nos meus. Um gosto um tanto peculiar, eu sei... mas uma característica minha, eu diria que protetora.

Ter alguém em seus braços é glorioso, principalmente alguém que sempre lhe desperta algo tão forte. 

[]
Ele toma seu lugar à minha frente, e pede que eu me deite ao seu lado. Ponho uma perna entre a dele, e me conforto em seus braços.
- Vai dormir em cima de mim?
- Algum problema?
- Claro que não.
- Por que está me olhando?
- Quem disse que eu estou? 
- Hum, desculpe, fecharei meus olhos.
- Estou de olhos fechados.
Ele pega em meu queixo e inicia beijos e leves mordidas em meus lábios, em seguida o clima fica mais intenso e delicioso. 

[]

Sabe quando você encontra alguém que tem tudo pra dar certo com você, porém, não dá? Isso que eu estava sentindo, que quando aquele momento acabasse poderia ser para sempre. No final, pondo-o em meu colo, aproveitei cada momento que vi ser o último. Eu tenho sentimentos, ele, desejo. E ao vê-lo indo embora, o vi levando uma parte de mim, a qual, eu jamais recuperaria.

[Nota]
    Hoje, lendo isso, digo:
Você não é obrigado a fazer nada, mas se fizer, não fique se lamentando. O passado deve pertencer ao passado.